Anatomia de um fracasso

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Olá!

Aqui é o Raphael Trotta, do Consultório 2.0!

Hoje meu objetivo é simples: vou te contar o exato passo-a-passo que eu fiz até atingir o fundo do poço na minha vida profissional.

No e-mail passado, te contei sobre o Consultório 2.0 e falei um pouquinho sobre mim…

 

Se não leu, dá uma olhada nesse link aqui (é rapidinho).

 

Bem… vamos ao início de nossa dissecção anatômica dos meus fracassos profissionais e pessoais:

Me formei lá na UFMG na década passada e fiz residência médica de oftalmologia lá mesmo, no Hospital das Clínicas. Até aí, tudo tranquilo.

 

No fim da residência, junto com alguns amigos, montei meu primeiro consultório médico. O ano era 2011.

 

Eu sempre escutei, dos meus mestres e professores, que consultório era uma coisa árdua e de retorno no médio e longo prazo. Ainda, tudo dentro do esperado…

 

Durante quase 2 anos, o que colhi foi: derrota… atrás de derrota.

 

O número de consultas que atendia sempre oscilava… tinha dia que atendia 4 a 5 pacientes. Tinha dia que ia para o consultório jogar paciência e campo minado.

 

E sempre esperando pelo boca-a-boca que nunca vinha… E cá entre nós… eu nem sou tão ruim de serviço assim (juro! Rsrs). Atendo direitinho, com educação… Sempre estudei muito (característica, não elogio próprio) … E nada do consultório alavancar…

Quando eu achava que ia melhorar alguma coisa, o mundo conspirava e eu só me dava mal.

 

Tentei investir nos métodos tradicionais para ter um retorno melhor com meu consultório. Mas as contas não paravam de chegar, os pacientes não apareciam da forma como eu tinha planejado e a minha situação só piorava.

 

Primeiro, coloquei a culpa no endereço. Só podia ser isso… O lugar não era bom o suficiente… O consultório não era bom o suficiente…. Mudei de consultório, mantive o problema.
Depois, a culpa era da secretária, que não fazia o serviço dela direito. Troquei de secretária 3 vezes até descobrir que o problema não estava nesse ponto.

 

Pus a culpa no governo, na crise, na lua. Sobrou até para o sabão em pó que lavava o meu jaleco (só podia ser isso! O Jaleco não estava ficando 100% branco). Saiu OMO, entrou ARIEL. E nada!

 

Nada do boca-a-boca aparecer e me salvar. Nada dos panfletos que mandava distribuir nos arredores da clínica trazerem pacientes. Nada das placas, faixas e cartõezinhos de visita darem resultados.

 

Continuei negando que as pessoas tinham um novo padrão…. Continuei negando que o consultório tinha que se adaptar às mudanças do mundo (o curioso é que foi no vácuo disto que eu sanei meu problema de atração de novos clientes com quase 100% de eliminação de buracos na agenda… te conto em breve sobre isso).

 

E assim meu consultório seguiu… aos trancos e barrancos, com faturamento baixo, alternando lucros baixos com meses de prejuízos. E os plantões me salvando e me tirando do vermelho.

 

Foram exatas 3.456h de plantão para financiar toda essa brincadeira de prejuízos no consultório.

 

 

Eis uma coisa que não volta: meu tempo.

 

Para piorar tudo, no fim de 2012, ainda tive um baita problema de saúde que me deixou praticamente 6 meses sem trabalhar direito, com as contas só chegando e eu só me endividando.

 

Foi aí que atingi o fundo do poço…

 

Felizmente eu melhorei da saúde e, quando voltei a atender, resolvi fazer diferente. O que eu fiz? Muito simples:

 

Tirei a culpa do mundo e aceitei que ela estava em mim. Eu precisava de uma solução eficaz, precisava de resultados no curto prazo.

 

E foi aí, quando eu estava nessa situação, que eu encontrei a luz que eu precisava.

 

Como o texto está longo, vou deixar para contar essa história no próximo.

 

Nele, vou te contar exatamente como eu fiz para mudar o rumo da minha vida e não deixar que ela virasse uma história de fracasso e frustração.

(E felizmente deu certo!)

Um abraço.

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