3 mitos sobre o astigmatismo

astigmatismo

O Astigmatismo é uma alteração da visão causada pelo desvio anormal dos raios de luz ao cruzarem as estruturas do olho. Já conversamos muito o astigmatismo aqui no Blog e você pode entender ainda mais sobre esse pequeno problema no link abaixo:

Tudo o que você precisa saber sobre o astigmatismo

Hoje, resolvi escrever um pouco mais sobre 3 mitos que escuto muito no consultório sobre o ele! Se quiser tirar as suas dúvidas sobre esse problema, agente uma consulta com o médico oftalmologista. Se tiver em Bh e quiser conhecer nossa clínica de olhos, será um prazer atendê-lo!

Vamos lá?

 

Mito #1: astigmatismo está presente quando temos dificuldade com a luz e em ambientes claros

Muita gente acredita que o astigmatismo é uma alteração que está sempre presente quando há fotofobia (incômodo com a luz). Como se ele fosse a única causa da fotofobia, ou algo parecido. Essa não é uma verdade.

Na prática diária, vemos que é sim muito comum a queixa de fotofobia em pacientes que possuem o astigmatismo, mas o contrário nem sempre é verdadeiro: existem centenas de alterações oculares que podem cursar com esse sintoma.

De uma forma geral, o incômodo com a luz, nesse distúrbio, acontece devido aos desvios que os raios de luz sofrem ao atravessar as estruturas do olho, não atingindo a retina em um ponto focado, mas sim em diversos pontos diferentes. Esse “espalhamento” da luz que acontece nessas situações gera um incômodo que, por vezes, pode ser bem intenso.

No entanto, a grande maioria dos pacientes que possuem astigmatismo não se queixam desse inconveniente… ou seja: na maior parte das vezes, o astigmatismo não causa fotofobia e nem outros sintomas maiores. Nesses casos, ele costuma ser percebido quando tentamos focar objetos à longa distância e há um pequeno borramento na imagem. Essa é sem sombra de dúvidas a queixa mais comum associada ao astigmatismo, em consultórios.

 

Mito #2: astigmatismo dá dor de cabeça

Nem sempre quem tem astigmatismo reclama de cefaléia.

No entanto, em determinados casos, a dor pode sim ocorrer. O que percebemos, inclusive, é que a dor de cabeça costuma ser até um pouco mais frequente em pacientes com graus menores de astigmatismo do que em graus maiores, o que pode parecer um parodoxo, mas não é, como explico no artigo “6 sinais que ajudam a identificá-lo”.

De uma forma geral, a maior parte dos graus cursa com embaçamento visual sem dor de cabeça. Essa dor, quando ocorre, tem um padrão de “peso sobre o olhar” e gera um incômodo leve e contínuo. Não costuma ser pulsátil (como a dor da enxaqueca, por exemplo) e geralmente não é de forte intensidade. Também não costuma vir pela manhã e também não acorda o indivíduo pela madrugada. Nesses casos, problema de visão é um diagnóstico menos provável e o neurologista deve também ser consultado.

Portanto, dor de cabeça nem sempre é sinal de astigmatismo e ela também não é obrigatória para que a gente pense nessa possibilidade, como um diagnóstico.

O exame oftalmológico (exame de vista) realizado periodicamente é a maneira mais eficaz para detectarmos precocemente essas alterações e fazer o controle de forma adequada, para que sintomas sejam minimizados e o incômodo não fique intolerável.

 

Mito #3: astigmatismo resolve com lente de contato

Algumas pessoas acreditam que o astigmatismo pode ser resolvido quando usamos lente de contato. A ideia seria que a lente faria uma pressão sobre a córnea que, aos poucos, voltaria ao normal.

Essa ideia, no entanto, não corresponde à realidade. Em alguns casos muito específicos, há um tratamento com lente de contato rígida, que poderia ser usada durante a noite para regularizar um pouco a curvatura da córnea e melhorar, assim, a visão. No entanto, é uma prática muito pouco utilizada na rotina, pelas dificuldades e baixo resultado.

Fato é que, com ou sem a lente de contato, o grau do astigmatismo faz exatamente o que está predisposto genetica e ambientalmente a fazer: se ele tiver que aumentar, vai aumentar independentemente do uso de lentes de contato.

Em casos com graus mais altos de astigmatismo, principalmente quando o astigmatismo não é regular, mas sim irregular (como em casos de traumatismos ou no ceratocone mais avançado), o óculos costuma ser uma opção que corrige parcialmente o problema… nesses casos, a lente oferece uma visão mais adequada. No entanto, não se confunda: durante o uso da lente, a visão melhora… mas sem ela, o grau continua o mesmo que anteriormente ao seu uso.

 

Bem… essas foram algumas questões interessantes que me lembrei de comentar com vocês sobre o astigmatismo! Se tiver dúvidas, agende uma avaliação lá no consultório para conversarmos melhor sobre isso. Não deixe de consultar o seu oftalmologista!

Abraços

happy wheels

Posted on 16 de janeiro de 2017 in Doenças, Erros de refração

Leave a reply

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

Back to Top